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Sustentabilidade e Produtividade

Twin Peaks Salgados Congelados é destaque no portal R7 e G1

Vídeo – R7
Reportagem – G1

Placas de captação da luz do sol esquentam a água que vai cozinhar o frango da coxinha e, depois do salgadinho frito, o óleo vai para coletores e vira sabão. Quando a produção de salgados termina, a fábrica é lavada com água da chuva captada pela cisterna. Com investimento de cerca de US$ 1,5 mil, 10% do custo da fábrica, a Twin Peaks Salgados e Massas congeladas, de Campinas, no interior de São Paulo, reduziu o consumo de recursos naturais temperando os salgadinhos com pitadas de sustentabilidade.

O que no início pareceu gasto, no fim das contas – e de um prazo de 2 anos para se pagar – gera economia de R$ 13 mil por mês e pontos para conquistar clientes, diz o dono da empresa, Murilo Cunha. “Esse é o outro lado da moeda porque você economiza muito.”

Se quem come os salgadinhos (fritos ou assados, gourmets ou de boteco) da empresa não percebe a diferença, a fábrica de salgados congelados dá algumas pistas de que há algo de diferente ali.

No telhado, há placas de energia solar ligadas a um sistema que leva água às panelas. Com ele, o frango, a carne e o bacalhau usados nos recheios são cozidos em água esquentada pela energia do sol a 70° C, o que gera uma economia de R$ 5 mil por mês em uma conta de R$ 10 mil.

Também no telhado, uma cisterna capta da chuva água suficiente para 60% do uso da fábrica. É desse sistema que sai a água usada para lavar a fábrica no fim de cada expediente e nas descargas dos banheiros. A economia na conta é de R$ 8 mil, estima Murilo, que paga cerca de R$ 12 mil por mês.

Fora da fábrica de salgados congelados, o setor de coleta de resíduos é a terceira frente de investimento – e bem baixo, avisa Murilo – em sustentabilidade. Como tinha que ter funcionários fazendo o descarte das embalagens de matéria prima usadas na produção, para evitar a temida contaminação cruzada, a empresa resolveu ir um pouco além e recicla o material. O grupo separa plástico, papel, vidro e também o óleo usado na fritura dos salgadinhos e leva uma vez por semana, de carro, para cooperativas. O material rende cerca de R$ 500 por mês.

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Competitividade

Há 15 anos, quando estruturou o plano de construção da nova fábrica de salgados congelados, Murilo achou que o caminho era fazer salgados congelados e massas congeladas menos danosos ao meio ambiente, o que ele vê também como exigência dos clientes. “Não é decisivo para a conquista de um cliente, mas é um plus”, diz Cunha.

Preocupação com sustentabilidade não bate preço e qualidade na lista de prioridade dos clientes. No entanto, em um mercado competitivo, ele diz que faz diferença – tanto que o faturamento quadruplicou desde que a

sustentabilidade está na fábrica de salgados congelados, e alcança entre R$ 3 e R$ 4 milhões por ano. Com produção de cerca de 2,5 toneladas por dia, a Twin Peaks salgados congelados atende grandes empresas de gerenciamento de alimentação, que levam em conta a preocupação ambiental na contratação de um fornecedor.

“Essas empresas fazem auditoria na fábrica e a sustentabilidade conta pontos no relatório”, diz Murilo. “Se não investíssemos, com certeza nossa pontuação seria menor” – e a produção, provavelmente também.

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Óleo da fritura dos salgadinhos é reciclado e vira sabão (Foto: Divulgação)

A gerente adjunta da unidade de acesso à inovação e tecnologia do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Glaucia Zoldan, considera que a competitividade está ligada à sustentabilidade. “Para se manterem competitivas, as empresas têm de estar na primeira linha das exigências de mercado e a preocupação com o ciclo de vida dos produtos está aí”, afirma.

Pequenos investimentos
Murilo usou os produtos disponíveis no mercado para racionalizar o uso de recursos naturais. “Pequenos investimentos, mudança de atitudes cotidianas se revertem em benefícios muito grandes”, indica a gerente do Sebrae. Ela recomenda, por exemplo, a instalação de sensores de luz e troca de lâmpadas.

Segundo dados do Sebrae, cerca de 60% das micro e pequenas empresas têm preocupações ambientais na agenda e o número tende a aumentar. Este ano, a expectativa da entidade é dobrar o número de atendimentos voltados a essas questões para 30 mil, ante os 15 mil feitos no ano passado.

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SISTEMA DE SEPARAÇÃO DE LIXO

O Lixo é separado nas categorias reciclável e orgânico e descartado em lixeiras separadas fisicamente e identificadas adequadamente para os funcionários da empresa de coleta. Parte do lixo reciclável que pode ser comercializada como papelões, por exemplo, é transportada para um local de comércio adequado. O montante arrecadado através desta comercialização é direcionado a pequenos benefícios aos funcionários, tais como: um almoço/café da tarde ou café da manhã diferenciado.

SISTEMA DE CAPTAÇÃO DE ÁGUA DA CHUVA

O sistema é formado por tubos que descem diretamente das calhas no telhado da empresa, levando a água da chuva diretamente para uma cisterna subterrânea de armazenamento. Esta água é utilizada para fins não potáveis, como lavagem de chão e descargas dos sanitários da empresa. Como o piso da fábrica deve ser lavado diariamente, a cisterna consegue gerar uma grande economia em nossa conta de água mensal.

SISTEMA DE AQUECIMENTO SOLAR

Placas de captação e transformação do calor solar em energia foram instaladas no telhado da empresa para gerar aquecimento de água potável utilizada no processo produtivo da fábrica. A água quente é utilizada na fabricação das massas cozidas (massa de coxinha), economizando o gás no processo de cocção, assim como diminuindo o tempo de preparo, pois já chega aquecida e chega no ponto de ebulição mais rapidamente.

SISTEMA DE DESCARTE DE ÓLEO DE FRITURA

Todo o óleo utilizado no procedimento de fritura dos produtos é armazenado em local segregado de qualquer outra parte da produção e recolhido periodicamente por uma empresa cadastrada no CETESB que a transforma em sabão e outros produtos de limpeza.